sábado, 21 de novembro de 2009

Que voy a hacer

Noite passada saí com o Felipe, e foi exatamente como nos velhos tempos, tomamos aproximadamente um barril de vinho, não que um dia este tenha sido processado em um, mas foram vários litros. Foi tudo como antigamente. encontramos pessoas legais, falamos coisas diversas, a maior parte engraçada, depois ficamos bêbados e falamos muitas coisas que não faziam mais sentido. a Scheila nos acompanhava, umas pessoas acompanhavam a Scheila, enfim, tava uma turma legal. a noite seguiu como uma antiga noite no porto, cheia de coisas que não são previsíveis. sempre gostei muito dessas noites. Encontrei até a Moka, um pessoa fantástica que faziam quase dois anos que eu não via. fiquei realmente bem feliz nessa noite. mais algumas garrafas de sei lá que bebidas e fui levar a Broto pra casa. Caminhamos abraçados e conversando sobre coisas da vida. Na frente da sua casa falei o que eu sentia, da maneira que eu sentia, tinha receio de falar daquela maneira, tinha medo que ela achasse muito gay ou sei lá, mas eu tinha medo, fui muito delicado, de uma maneira que eu não sei escrever, mas ela teve a melhor reação, e só não nos abraçamos e começamos a chorar porque nos beijamos. ela entendeu exatamente o que eu queria dizer. Agora tenho certeza que vamos nos amar por muito tempo, talvez por toda a vida.
Bom, voltei pra volta dos bares e encontrei o Pedro lá Oo foi bem legal, ele tava bem legal, eu tava com um ótimo estado de espírito e o Lipe também, ou seja, mais garrafas. ficamos por lá mais um tempo e fomos pra casa. no caminho ouvimos algumas teorias engraçadíssimas do Felipe e rimos bastante. e pra confirmar que a noite foi exatamente como das antigas, comemos um x-ovo-de-gaveta da Tia Rita! o traveco sentado ao lado da Tia, a Tia tava visivelmente mais envelhecida, mas ela sorriu quando eu e o Felipe nos abraçamos e confessamos que estavamos com saudade daquela situação, o Pedro dormia. Comemos nosso lanche e fomos os três para a parada. O Lipe entrou em um ônibus estranho, o Vila Princesa se não me engano. Ri quando ele embarcou, mas depois fiquei preocupado pensando que ele poderia dormir e acordar na Vila Princesa (de novo). O Pedro voltou a dormir e eu fiquei sorrindo, avaliando a situação, a noite, a vida. nosso ônibus chegou, acordei o Porco e embarcamos, não falamos muito no ônibus, tinham pessoas ameaçadoras, tinha muita bebida em nosso organismo e muito sono acumulado, já eram quase seis e meia quando o Pedro desceu.
Bom, cheguei em casa e o sol tava nascendo, como é lindo! ele tava bem atrás de uns coqueiros que tem no início da rua e as sombras ficaram muito bonitas, avermelhadas. fui correndo pra casa e preparei um café e fiz um cigarro enroladinho com o fumo do pai. me sentei na calçada na frente de casa e fiquei tomando café e fumando a olhar a cena. de repente comecei a sorrirr. Cheguei a uma conclusão que me satisfez. Eu sorria ao perceber que eu estava feliz não porque o sol estava nascendo ou pela noite que tinha sido como nos melhores tempos da minha vida. Mas porque eu percebi que pra ser feliz não era necessário imitar a vida de antes ou busca-la em cada noite. eu estava feliz porque aquele era o presente. não sei como explicar, mas algo como... não ficar rebuscando no passado momentos felizes, mas fazer isso no presente, não pensando pra trás. a noite tinha sido maravilhosa ontem, como teria sido há anos atrás, mas não pelas ações parecidas, se tivéssemos feito outras coisas, sem Tia Rita, sem Seu Zé (mas não sem vinho), ela teria sido tão boa quanto, tenho certeza. Agora eu vou embora de Pelotas, mas vou bastante satisfeito, porque nada mudou, continuo muito amigo do Felipe, amo esse porra loca, amo o Pedro, a Scheila, o Gustavo, a Carol, o Tom, a Bruna, o Tio Zé, a Tia Rita, o traveco da tia Rita, as situações que essa cidade foi cenário, à minha maneira.
Estou com sede de você.
aquela sede que não passa por mais que se beba!
sede daquelas que se tem no outro dia depois de uma bebedeira
e só bebendo mais pra passar a ressaca!

minha bebida é você, vou beber até ficar tonto!
beber até a ultima gota, até esquecer dos problemas!
a amanhã vou querer mais e mais!